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MXRF11 vs RZTR11: O Popstar dos FIIs Contra a Joia Rústica do Agro! Qual Tem Mais Potencial? (Análise 2025)

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MXRF11 vs RZTR11: O Popstar dos FIIs Contra a Joia Rústica do Agro! Qual Tem Mais Potencial? (Análise 2025)

O universo dos Fundos Imobiliários (FIIs) oferece um cardápio vasto para o investidor em busca de renda passiva e diversificação. Nele, coexistem gigantes aclamados pelo público e opções mais reservadas, focadas em nichos específicos. Entender as nuances entre esses perfis é crucial para construir uma carteira resiliente e alinhada aos seus objetivos. É o clássico dilema: apostar na segurança e liquidez do favorito da multidão ou buscar o potencial (e os riscos) de uma tese menos explorada?

Para colocar essa questão em perspectiva prática, promovemos hoje um confronto analítico entre dois FIIs emblemáticos: de um lado, o Maxi Renda (MXRF11), o fundo com mais cotistas da B3, um verdadeiro “popstar” do mercado. Do outro, o Riza Terrax (RZTR11), focado no estratégico setor de terras agrícolas, uma “joia rústica” com menor visibilidade, mas uma proposta de valor única. Qual deles se mostrou mais interessante em 2025 até agora? E, mais importante, qual se encaixa melhor no seu portfólio?


Por Que Este Duelo Específico Importa Tanto?

Colocar MXRF11 e RZTR11 lado a lado não é apenas comparar dois tickers. É contrastar filosofias de investimento dentro do universo FIIs:

  1. Liquidez vs. Potencial de Illiquidez: O MXRF11 oferece a tranquilidade de poder comprar ou vender grandes volumes a qualquer momento. O RZTR11 exige mais paciência e estratégia na negociação, mas pode oferecer um “prêmio” de retorno justamente por essa menor liquidez.
  2. Crédito Urbano vs. Ativo Real Rural: O MXRF11 tem seu destino atrelado majoritariamente à saúde do crédito imobiliário (CRIs). O RZTR11 está ligado diretamente ao valor da terra e à força do agronegócio, oferecendo uma diversificação setorial genuína.
  3. Acessibilidade vs. Nicho: O MXRF11 é a porta de entrada para muitos, com sua cota baixa. O RZTR11 atrai um investidor que já busca teses mais específicas e de longo prazo.

Entender esses trade-offs é fundamental para uma alocação de capital inteligente.


Radiografia dos Contendores (Outubro 2025)

Maxi Renda (MXRF11): O Gigante Acessível

  • DNA: Híbrido, mas com forte predominância em Papel (CRIs). Busca gerar renda mensal consistente via juros de títulos de crédito imobiliário, complementado por ganhos em permutas financeiras e cotas de outros FIIs.
  • Público-Alvo: Investidores iniciantes (pela cota baixa e liquidez), e aqueles focados primariamente em receber dividendos mensais estáveis.
  • Força Principal: Liquidez massiva, pulverização do risco de crédito em muitos CRIs, gestão experiente (XP Vista).

Riza Terrax (RZTR11): O Especialista em Terras Produtivas

  • DNA: Tijolo/Híbrido com foco total em “Land Equity”. Compra fazendas produtivas e as arrenda para grandes empresas do agronegócio via contratos longos, geralmente corrigidos pela inflação.
  • Público-Alvo: Investidores que buscam diversificação setorial no agro, proteção contra inflação (via contratos e valorização da terra) e têm um horizonte de longo prazo, tolerando baixa liquidez.
  • Força Principal: Exposição direta a um ativo real essencial (terra) em um setor resiliente (agronegócio), contratos de arrendamento de longo prazo.

A Performance em 2025: Quem Entregou Mais Valor? (Simulação YTD até 27/10)

O ano de 2025 (simulado) favoreceu diferentes estratégias em momentos distintos:

  • MXRF11: Manteve dividendos elevados no início do ano (beneficiado pelo CDI/IPCA altos) e apresentou valorização moderada da cota, acompanhando a melhora geral do mercado e a confiança em sua gestão.
    • Retorno Total Simulado (01/01 a 27/10): +18,5% (Predominantemente via dividendos)
  • RZTR11: Apresentou forte valorização da cota, refletindo a crescente valorização das terras agrícolas (ativo real se beneficiando da queda de juros e da força do agro) e a segurança de seus contratos de arrendamento corrigidos pela inflação, que também sustentaram dividendos sólidos.
    • Retorno Total Simulado (01/01 a 27/10): +31,0% (Combinação de dividendos + forte valorização da cota)

Veredito YTD (Simulado): O RZTR11 entregou um retorno total superior no período, impulsionado pela valorização do ativo subjacente (terra), enquanto o MXRF11 se destacou pela robusta distribuição de renda.


ANÁLISE COMPARATIVA DETALHADA: MÉTRICAS-CHAVE

IndicadorMaxi Renda (MXRF11)Riza Terrax (RZTR11)Análise Crítica e Comparativa
Preço da CotaR$ 10,80R$ 112,00MXRF11: Acessibilidade inigualável. RZTR11: Exige maior capital por cota.
P/VP (Preço/Valor Patrim.)1.061.06Ambos simulados com leve ágio. MXRF11 pela popularidade/confiança. RZTR11 pela forte performance recente e tese de valorização da terra. (Avaliação de terras é complexa, P/VP pode variar mais no RZTR11 real).
Dividend Yield (Anualizado)12,22%12,32%Yields excelentes e muito próximos na simulação, mostrando forte capacidade de geração de renda de ambos, mas por fontes diferentes (juros de CRIs vs arrendamento de terras).
Liquidez Média Diária R$ 15 Milhões R$ 800 MilDiferença crucial. MXRF11 permite entrar/sair a qualquer momento. RZTR11 exige planejamento (vender pode levar dias/semanas e impactar o preço). Este é o maior “custo” de oportunidade do RZTR11.
Volatilidade (Histórica) Moderada Moderada/AltaMXRF11 tende a ser mais estável. RZTR11, pela baixa liquidez e natureza do ativo (avaliação de terras), pode ter oscilações de preço mais bruscas.
Risco Principal Crédito (Pulverizado) Agro (Clima/Preços) / Contratos / LiquidezRisco do MXRF11 está na saúde geral do crédito imobiliário. Risco do RZTR11 está concentrado no setor agro, na renegociação futura dos arrendamentos e na dificuldade de vender as cotas.
Potencial de Longo PrazoRenda ConsistenteRenda + Valorização da TerraMXRF11 focado em gerar fluxo de caixa via juros. RZTR11 oferece potencial adicional de ganho de capital significativo se o valor das terras continuar subindo (o que historicamente acontece, mas não é garantido).

O Veredicto Final: Qual o Melhor para Sua Carteira?

Não existe resposta única. A escolha depende radicalmente do seu perfil e objetivos:

  • MXRF11 é a escolha lógica se:
    • Você é iniciante e busca simplicidade e segurança.
    • Sua prioridade absoluta é a liquidez (poder vender rápido se precisar).
    • Você quer uma fonte de renda mensal estável e previsível (dentro da normalidade de um FII de papel).
    • Você prefere um risco de crédito mais diluído e urbano.
  • RZTR11 pode ser uma adição estratégica se:
    • Você já tem uma carteira diversificada e busca exposição específica ao agronegócio como forma de descorrelação.
    • Seu horizonte de investimento é de longo prazo (5+ anos), focando na valorização do ativo terra.
    • Você não se importa com a baixa liquidez da cota no dia a dia.
    • Você entende e aceita os riscos inerentes ao setor agro e a contratos de arrendamento.
    • Você busca proteção contra a inflação no longo prazo (terras e contratos corrigidos).

🔥 A Estratégia de Portfólio: Para muitos investidores com perfil moderado/arrojado, a combinação pode ser poderosa: usar o MXRF11 (e outros FIIs líquidos) como a base da carteira para renda e estabilidade, e alocar uma parcela menor (ex: 5-10%) no RZTR11 para capturar o potencial de crescimento e a diversificação do agronegócio.

Conclusão: Conhecimento é Poder na Escolha

O duelo MXRF11 vs RZTR11 é emblemático. De um lado, o gigante acessível que cumpre com excelência o papel de gerar renda e oferecer liquidez. Do outro, o especialista de nicho que oferece uma tese de investimento robusta e descorrelacionada, mas exige um estômago mais forte para a baixa liquidez e os riscos setoriais.

A performance superior (simulada) do RZTR11 em 2025 não o torna automaticamente “melhor”. Ela apenas valida sua tese neste cenário. A escolha ideal para você virá do autoconhecimento (seu perfil, seus objetivos) e do estudo aprofundado de cada fundo. Use esta análise como um trampolim para suas próprias investigações e construa sua carteira com a confiança que só o conhecimento proporciona.

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